Veja abaixo a lista com os dez maiores terremotos da história desde 1900, com base nas magnitudes registradas.
Magnitude 9.5 - Chile, 1960
O tremor, ocorrido em 22 de maio de 1960, com epicentro no município de Valdívia, matou 2.000 pessoas e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Oceano Pacífico.
Magnitude 9.2 - Alaska (EUA), 1964
O abalo fez 15 vítimas fatais e gerou um tsunami que matou outras 128 pessoas em 28 de março de 1964. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul do Alasca (EUA)
Magnitude 9.1 - Sumatra (Indonésia), 2004
A ilha de Sumatra, na Indonésia, registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1, com epicentro no mar, que causou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países da região. O tremor, que popularizou o termo tsunami, ocorreu a 30 km de profundidade no Oceano Índico e foi sentido até na costa leste da África.
Magnitude 9.0 - Japão, 2011
O terremoto --seguido por um tsunami-- que atingiu o Japão na última sexta-feira (11) alcançou magnitude 9.0, segundo os serviços geológicos do Japão e dos Estados Unidos. Antes, ambos os órgãos informaram que a magnitude havia sido de 8.8, mas revisaram o valor nesta segunda-feira. O terremoto, com epicentro no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km, gerou ondas gigantes de 10 metros, que chegaram a uma velocidade de 800 km/h antes de atingir a costa japonesa.
Magnitude 9.0 - Rússia, 1952
Em 4 de novembro de 1952, um abalo de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando prejuízos financeiros de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima fatal.
Magnitude 8.8 - Chile, 2010
Em 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de magnitude de 8,8 atingiu o Chile matando mais de 800 pessoas e deixando cerca de 20 mil desabrigados. O epicentro foi o mar da região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.
Magnitude 8.8 - Equador, 1906
O tremor atingiu a costa do Equador, perto da fronteira com a Colômbia, em 31 de janeiro de 1906, e matou entre 500 e 1.500 pessoas. O abalo chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.
Magnitude 8.7 - Alaska (EUA), 1965
Em 4 de fevereiro de 1965, um tremor de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar disto, o abalo causou poucos danos.
Magnitude 8.7 - Sumatra (Indonésia), 2005
Três meses após o famoso tsunami, em 28 de março 2006, a ilha de Sumatra, na Indonésia, foi atingida novamente por outro tremor, dessa vez em terra, de magnitude 8.7. Cerca de 1.300 pessoas morreram.
Magnitude 8.6 - Tibete (China), 1950
Um terremoto de 8,6 graus causou a morte de mais de 1. 500 pessoas no Tibete e na província indiana de Assam, no nordeste do país.
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Pedras que se movem sozinhas.... na Lua
Já havíamos publicado uma matéria aqui onde pedras pareciam se mover sozinhas no Vale da Morte (http://ufrrj99.blogspot.com/2009/11/pedras-que-se-movem-sozinhas-ate-260m.html), mas que, na verdade, eram movidas pelo vento.
Agora pedras muito, muito maiores estão se movendo e saltando dezenas de metros na LUA. As explicações dadas pelos cientistas é que fazem isso por causa da gravidade lunar ou por estão rolando morro abaixo.
Se notarmos essa foto veremos que estamos numa grande superfície e, como na lua não existe vento e elas não estão em um morro para serem empurradas para baixo, então fica difícil acreditar nessas explicações.
O centro da foto é a parte superior de um morro, então deveria haver muito vento para empurrá-las morro acima e a gravidade só atrapalharia neste caso mas como explicar essas pedras dando saltos de 10m de distância?
Se compararmos o tamanho das pedras, veremos que no Vale da Morte o tamanho delas mau chegam a 2 ou 3 palmos enquanto na lua são maiores que carretas carregadas, chegando a 15m de comprimento e dezenas de toneladas.
Essa é uma foto da Missão Apollo 17, o que prova que essas pedras começaram a se mover nos últimos 30 anos mas por que isso acontece ainda permanece um mistério.
No link abaixo você encontra explicações sobre a ação do vento e da gravidade sobre essas pedras (o que não me convenceu) mas vale ler o texto para pensar sobre outro ponto de vista (http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/astrov/boulders.htm).
Agora pedras muito, muito maiores estão se movendo e saltando dezenas de metros na LUA. As explicações dadas pelos cientistas é que fazem isso por causa da gravidade lunar ou por estão rolando morro abaixo.
Se notarmos essa foto veremos que estamos numa grande superfície e, como na lua não existe vento e elas não estão em um morro para serem empurradas para baixo, então fica difícil acreditar nessas explicações.
O centro da foto é a parte superior de um morro, então deveria haver muito vento para empurrá-las morro acima e a gravidade só atrapalharia neste caso mas como explicar essas pedras dando saltos de 10m de distância?
Se compararmos o tamanho das pedras, veremos que no Vale da Morte o tamanho delas mau chegam a 2 ou 3 palmos enquanto na lua são maiores que carretas carregadas, chegando a 15m de comprimento e dezenas de toneladas.
Essa é uma foto da Missão Apollo 17, o que prova que essas pedras começaram a se mover nos últimos 30 anos mas por que isso acontece ainda permanece um mistério.
No link abaixo você encontra explicações sobre a ação do vento e da gravidade sobre essas pedras (o que não me convenceu) mas vale ler o texto para pensar sobre outro ponto de vista (http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/astrov/boulders.htm).
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Geologia
Pedras que se movem sozinhas ... até 260m
Para ver o local onde esses fenômenos acontecem, acesse o Google Earth e digite: Racetrack Playa
O Parque do Vale da Morte, na Califórnia, Estados Unidos, é conhecido como uma área de extremos topográficos e climáticos. Contém os pontos mais baixos (86 m abaixo do nível do mar) e as mais altas temperaturas atmosféricas (57 °C) do Hemisfério Ocidental. No solo a temperatura já chegou à marca de 94 °C registrada em Furnace Creek em 15 de julho de 1972. A precipitação de chuva é de apenas 5 cm por ano. Nas ocasiões de chuva o afluxo de água descido das montanhas no entorno pode criar um lago raso com uma lâmina de água de até 25 cm de espessura, que logo evapora. Ocasionalmente ocorre precipitação de até 30 cm de neve e se forma gelo na água, quando ela existe, podendo chegar a uma espessura de 8 cm.
A Racetrack Playa é uma planície elevada a 1.131 m de altitude, com uma cadeia montanhosa circundante (Cadeia Panamint) que chega a 1.710 m. A área do lago localiza-se no centro de uma bacia hidrográfica fechada com cerca de 180 km². A superfície da playa é quase perfeitamente plana e quase sempre seca, coberta de lama solidificada e fragmentada em polígonos irregulares. Tem cerca de 4,5 km de comprimento norte-sul e cerca de 2 km de largura leste-oeste. Ventos fortes são comuns, na direção norte-sul.
As rochas encontradas na área da playa se originam das colinas dolomíticas do entorno, embora algumas sejam de sienito e feldspato. São encontradas a distâncias de até milhares de metros de sua fonte, com rastros atrás de si marcados na lama seca que sugerem um movimento por tração.
Os rastros variam em extensão e direção, alguns mostram linhas quase retilíneas, ou curvas suaves, outros têm angulações abruptas e irregulares. A direção predominante é sul/sudeste - norte/nordeste, consistente com os ventos dominantes da área e sugerindo a força eólica como causa do fenômeno. A natureza dos rastros indica que o movimento se dá quando a superfície da playa está saturada de umidade, mas não profundamente inundada. São marcas efêmeras que não sobrevivem à próxima chuva, embora os rastros mais profundos possam perdurar por alguns anos.
Registros informais populares e estudos científicos sobre este fenômeno se multiplicaram no século XX, mas não se sabe quem primeiro o observou. O primeiro registro escrito conhecido é de McAllister and Agnew, que em 1948 publicaram um artigo no Geological Society of America’s Bulletin, sugerindo que a causa do movimento das rochas era os ventos. Outras pesquisas se seguiram, com mapeamento da área, medições e contagem dos rastros e das pedras, e de outras características geológicas.
Especulou-se sobre várias causas possíveis, como tectonismo, anomalias magnéticas, correntes de água e inundações, formação de bóias de gelo em torno das pedras, e interferência humana.
A maior parte dos estudiosos aponta o vento atuando sobre uma superfície de lama fresca como a causa principal do movimento das rochas. George Stanley (1955) considerou que os ventos registrados na região são pouco potentes para mover rochas que pesam até 300 kg, e sugeriu que a formação de placas de gelo em torno das pedras poderia ser um fator auxiliar no aumento de sua superficie sem aumento significativo em seu peso, favorecendo a captação do vento e o incremento local de sua potência, bem como o deslizamento.
Bob Sharp e Dwight Carey iniciaram em 1972 um programa de monitoramento de cerca de 30 rochas movidas recentemente. Cada pedra recebeu um nome e foi observada ao longo de sete anos, objetivando testar a hipótese das placas de gelo. Foram montados cercados e estacas em torno dos espécimens selecionados, que deveriam impedir a ação do vento e detectar alterações causadas por congelamento. Contudo, as pedras se moveram da mesma forma, ignorando as proteções, permanecendo as estacas sem serem afetadas.
Outras pedras selecionados em pares apresentaram movimento de apenas uma, enquanto a outra, exatamente ao lado, permaneceu imóvel. Quase todas as pedras monitoradas se moveram no período fixado, em distâncias que variaram de poucos centímetros até 262 m. Também reportaram vários movimentos na ausência de depósito volumoso de água sobre a playa, que possibilitaria a formação e deslocamento livre de uma balsa de gelo a carregar as rochas, e que alguns rastros mostram características incongruentes com a hipótese, além de haver registros de atividade em meses de verão.
Em 1995 o professor John Reid e seis estudantes da Universidade de Massachussetts estudaram o caso e encontraram várias incongruências, embora tenham conseguido provar em algumas ocorrências a efetiva colaboração do gelo no processo.
Outros pesquisadores estudando o fenômeno em 1995 detectaram a ocorrência de ventos incomumente fortes sobre a playa, que podem ser comprimidos e intensificados por causa da conformação topográfica do entorno. Notaram ainda que a zona limítrofe acima do solo onde o vento ainda é potente é de apenas 5 cm, evidenciando que pedras relativamente pequenas ainda recebem o pleno impacto dos ventos, que podem atingir a velocidade de 145 km/h durante as tempestades de inverno.
Tais tempestades foram consideradas o impulso primário do movimento, enquanto que ventos mais suaves e constantes, com apenas metade da velocidade de impulso inicial, são tidos como suficientes como força propelente de maior duração e que possibilita deslocamentos longos.
Paula Messina (1988) assinala que embora haja tendência de as rochas maiores deixarem rastros mais curtos, uma regra neste sentido não é consistente com as observações, e os dados coletados mostram uma configuração bastante caótica e imprevisível. Sugere ainda que a comprovada formação de uma película de limo lubrificante por cianobactérias aumenta a viscosidade da lama e favorece o deslizamento.
Diz também que o gelo, ainda que possa colaborar, não é um fator imprescindível para a movimentação, já que ocorrências foram registradas em temperaturas acima do congelamento. Uma causa sugerida para a movimentação em trajetos altamente irregulares é a captura de rochas por fortes redemoinhos de vento, chamados na região de Dust Devils.
A pesquisadora, cotejando a literatura disponível, lamenta a ausência de relações significativas entre tamanho das rochas, sua origem, sua localização, seus trajetos e as condições geológicas e atmosféricas no local, e a partir desta inconsistência entre os dados, que não indicam um mecanismo formador único, aceita a hipótese de causas múltiplas para o fenômeno, sendo cada caso produzido por fatores diferentes. Por fim conclui que o vento apenas, embora sob várias formas e condições, associado a uma superfície úmida da playa, é suficiente para a formação do fenômeno, mas admite que até que seja testemunhado visualmente uma rocha em movimento, a causa definitiva ainda deve permenecer conjetural.
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Rachadura gigante em deserto na África pode criar novo oceano
Rachadura gigante em deserto na África pode criar novo oceano
Fenda na Etiópia tem 56 km de comprimento e 12 metros de largura. Ampliação da fissura, iniciada em 2005, é objeto de nova pesquisa.
Uma fenda aberta em 2005 em um deserto na Etiópia é considerada por alguns geólogos o berço de um “novo oceano”. A rachadura, com 56 quilômetros de extensão e 6 metros de largura, é objeto da curiosidade intelectual de um consórcio de pesquisadores britânicos, americanos e etíopes, que mantêm um site com o diário das investigações. Tudo começou quando o Vulcão Dabbahu, no terminal norte da fissura, entrou em erupção.
O magma passou a fluir pela fenda, em um processo chamado intrusão,ampliando-a. Estudo na 'Geophysical Research Letters' reacende interesse por fissura no Deserto de Afar.
Com base em imagens de satélite captadas antes e depois do aparecimento da fractura, em Setembro de 2005, cientistas britânicos, norte-americanos e etíopes concluíram que atingiu 8 metros de profundidade em apenas três semanas, ao longo dos seus 60 quilómetros, sendo lentamente preenchida com magma (rocha fundida). «É claro que a subida de rocha em fusão está a separar a África da Arábia», afirma o principal autor do estudo, Tim Wright, da Universidade de Leeds.
O processo começou há cerca de 30 milhões de anos, quando uma massa de lava se elevou por debaixo da crosta terrestre e separou a península arábica de África, criando o Mar Vermelho, e levará outros milhões até ficar concluído.
Os cientistas calcularam que 2.5 km cúbicos de lava afloraram da fenda aberta na crostra terrestre, volume suficiente para encher um estádio de futebol de grande porte pelo menos duas mil vezes.
Tim Wright, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, diz que, se o movimento continuar, a região conhecida como o Chifre da África vai se separar do resto do continente em cerca de um milhão de anos.
Ele afirma que, neste caso, a fenda "vai alcançar o Mar Vermelho e o oceano vai jorrar por ela". "É a maior fenda que se abre desde os anos 1970 e, talvez, em centenas de anos."
Uma fenda aberta em 2005 em um deserto na Etiópia é considerada por alguns geólogos o berço de um “novo oceano”. A rachadura, com 56 quilômetros de extensão e 6 metros de largura, é objeto da curiosidade intelectual de um consórcio de pesquisadores britânicos, americanos e etíopes, que mantêm um site com o diário das investigações. Tudo começou quando o Vulcão Dabbahu, no terminal norte da fissura, entrou em erupção.
O magma passou a fluir pela fenda, em um processo chamado intrusão,ampliando-a. Estudo na 'Geophysical Research Letters' reacende interesse por fissura no Deserto de Afar.
Com base em imagens de satélite captadas antes e depois do aparecimento da fractura, em Setembro de 2005, cientistas britânicos, norte-americanos e etíopes concluíram que atingiu 8 metros de profundidade em apenas três semanas, ao longo dos seus 60 quilómetros, sendo lentamente preenchida com magma (rocha fundida). «É claro que a subida de rocha em fusão está a separar a África da Arábia», afirma o principal autor do estudo, Tim Wright, da Universidade de Leeds.
O processo começou há cerca de 30 milhões de anos, quando uma massa de lava se elevou por debaixo da crosta terrestre e separou a península arábica de África, criando o Mar Vermelho, e levará outros milhões até ficar concluído.
Os cientistas calcularam que 2.5 km cúbicos de lava afloraram da fenda aberta na crostra terrestre, volume suficiente para encher um estádio de futebol de grande porte pelo menos duas mil vezes.
Tim Wright, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, diz que, se o movimento continuar, a região conhecida como o Chifre da África vai se separar do resto do continente em cerca de um milhão de anos.
Ele afirma que, neste caso, a fenda "vai alcançar o Mar Vermelho e o oceano vai jorrar por ela". "É a maior fenda que se abre desde os anos 1970 e, talvez, em centenas de anos."
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